A beleza e poesia que consiste em duas mulheres juntas
- Mariane Panek
- 6 de mai. de 2023
- 1 min de leitura
Quem diria que, de uma rivalidade nasceria, um laço de amor
que a existência transcenderia?
Ao romper com a barreira da competição
se transformam em uma poética conexão.
Há experiências que só se pode conhecer
não ao descrever, mas ao vivenciar
e então passar a saber
Que elas só atingem seu pleno potencial,
ao desconstruir o ego, em ato essencial.
Os olhares que já foram de ameaça e dor, hoje são flertes tímidos
sedentos por amor.
Mas não o amor patriarcal e cruel,
que tolhe a liberdade e aprisiona o sentir.
Mas um afeto sereno,
que transcende o binário,
e desafia as normas que tentam definir.
Meu amor por ti, agora se estende
por mim, por ela, em um laço sem fim.
Não é uma poesia que te aprisiona
como "minha irmã", mas que te liberta
para o gozo e a exploração.
Algo que flerta com o sensual,
e não tem medo de explorar o erótico, afinal.
Uma poesia que não julga,
não reprime e não condena,
mas reconhece a beleza de uma libido plena.
Na serenidade da sua voz, imagino
sua atuação ou talento, nem precisa nomear.
Não direi, prefiro guardar segredo,
te sussurrar palavras de luta, ou prazer
para que quando você olhar para a outra
Seja sem as amarras que te foram impostas
que possa ver sua beleza sem mordaças
E então, sem restrições,
se permita sentir prazer
em todas as suas expressões.
E se quiser, podemos desatar
nossos próprios nós
E então escolher nossas próprias amarras,
arrancar as mordaças,
só depende de nós.




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