Em memória
- Mariane Panek
- 25 de ago. de 2025
- 1 min de leitura
Fodam-se os contos De façanhas heróicas Que inspiram paixão e cólera Ao fim é tudo uma retórica Não sou mocinho Não insista Sou antagonista Da minha própria história @de.kenner
Camarada comunista,
me deixe contigo dialogar
Tentar uma façanha histórica
Talvez, entre nós, criar
Me lamenta o coração
Ler as palavras de revolução
Depois que você já se foi
Mas, para mim
Aqui, lá, céu ou chão É questão de percepção
Então te chamo, irmão
Através do último poema
Postado antes de você
Sair desse físico esquema
Você foi poeta inteiro
De você guardo um lampejo
Na ocupação que do povo
não concretizou o desejo
Assim como de você
Me lembro de um pai na calçada
Com a filha embalada
No frio daquela noite
Talvez, deste outro lado
Seja possível usar o fado
Da retórica em seu agrado
Para que a luta finalmente
seja astuta e dê resultado.
Em memória de Kennedi





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