Fogo na babilônia
- Mariane Panek
- 25 de ago. de 2025
- 1 min de leitura
São exatas 4h20
No som, “Desfecho cruel”
No cinzeiro, uma tímida ponta pra queimar
Que eu acendo, pra nessa rima divagar
Mas ontem, quando voltei do batente Na favela queimava em clemente o barraco que outrora Já foi o meu lar [...] O despejo é um destino cruel Favela queimando para construir mais um arranha-céu Enquanto os ratos, invadem as casas de terno e gravata, maleta na mão
Hoje inaugurou uma farmácia
Colocando a Cannabis como “company”
Aqui, chamamos de Maconha
Mas a guerra contra ela
Assim como na canção
Visa queimar um povo específico
Herança viva da escravidão
Essa semana
Muitos ditos maconheiros eu mobilizei
Por isso me organizei e trabalhei Tempo da vida eu dediquei
E trabalho acreditando
Que a mobilização precisa servir
Para nesse genocídio
Diretamente intervir
Aos que gostam de colonizar
E querem o nome da Maconha mudar
Para, de Cannabis a chamar Eu faço questão de dizer
Que espero que vença a Maconha
Para no bairro plantar e espalhar
E não virar monopólio, com dono pra mandar
Que mantém a guerra pra lucrar e controlar
Que o fogo não seja no povo
É pela liberdade que me movo
Afinal, é na Babilônia
Onde nós sempre tacamos fogo!





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