Já não toco mais nada
- Mariane Panek
- 20 de set. de 2023
- 1 min de leitura
Nem em meus mais ultrapassados porres, me senti desnorteada como agora. Não acho meus textos bons, e não escrevo para ser lida. É quase uma necessidade intrínseca a mim colocar pra fora uma confusão que arranca uma parte do meu peito a cada pensamento, uma angústia que não consigo sequer dar uma forma.
Tudo se abstraiu tanto, que me sinto flutuando no espaço. Sinto como se não estivesse caminhando a nenhum lugar, e também sinto como se não estivesse vindo de lugar nenhum.
Hoje é menos agonizante, pois me sinto no presente de forma abstrata, mas meu passado também não tem forma. Por isso, o futuro parecer imaterial não me causa mais sofrimento. Tudo virou fumaça, já não toco mais nada.





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