Momentisse eterna
- Mariane Panek
- 24 de fev. de 2024
- 1 min de leitura
Atualizado: 13 de mar. de 2024
Para quem deixará suas palavras,
quando essas forem simples lembranças
Na cabeça, talvez, das crianças
Que te ouviram ainda viva
E aprenderam contigo?
Pode deixar palavras, por escrito
Como quem diz:
"Te permito, agora, que acesse meus poemas"
Não vale dinheiro, na verdade não vale muita coisa
Depende como você enxerga a ideia
De arte sem plateia
De amor sem posse
De cuidado sem regra
De vida sem lei
De liberdade pra ser
Queria algo manter
Para não me sentir como a chuva
Que vive caindo e escorrendo
Sei que com a mudança vou crescendo
Mas preciso de um ponto fixo
para temer o perder
Claro que temo o luto das coisas
Mas também gosto quando se vão
Na ideia de que só importa o agora
Me esforço pra estender o presente momento
Mas tudo voa com o vento
Porque não cabe a mim segurar
Entendo que meu agora refletirá
No chão que eu, no futuro, vou pisar
Isso exige sim, planejar
Mas também vivenciar
E por isso o escrever, não exige que o agora
Seja exatamente nessa hora
Mas em estender cada sentimento
Em uma momentisse eterna.





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