Morramos ao menos sem as nossas correntes
- Mariane Panek
- 26 de mar.
- 1 min de leitura
O mundo já estava acabando
para muitos, há muito tempo.
mas, para ver isso
é preciso discernimento
Meus ancestrais
na Polônia viveram o tormento
e sem entendimento
viraram fiéis ao próprio algoz
Viram os seus, de fome definhar
mas não puderam revolucionar
hoje, os inimigos aparecem
para os olhos que quiserem ver
mas há quem viva o fim do mundo
desde que o mundo é mundo para alguns
escravidão, nazismo
e a dominação do colonialismo
Para mim,
os dias não são continuações
são pedaços fragmentados
de tristes reflexões
Uma tragédia coletiva
de degradação gradativa
escrita e anunciada
apenas para a classe explorada
Se não temos mais nada
a perder nessa estrada
que morramos ao menos
sem as nossas correntes




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