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Nem mesmo Maringá te restringe

  • Foto do escritor: Mariane Panek
    Mariane Panek
  • 20 de ago. de 2024
  • 1 min de leitura

Tem chão, falta realidade

A música é boa, chamam de fuga

Minha única conexão

Com o próprio chão


Na minha cabeça

A gravidade é diferente

Minha mente flutua

Constantemente


Resposta natural

A um sistema desigual

Tão insuportável

Que me faz fugir


Agora entendo

Busco materializar

O que antes foi dor

Se aprendi fugindo, fugirei


Mas não na fuga capitalista

De rotas de consumo

Que se manifesta em posse

Ou até ficando grogue


Compreender essas fugas

Consiste em aceitá-las

E de forma criativa

Trabalhá-las


Que bom fugir

Para essa cidade estranha

Quente, planejada, curiosa

Mais um poema itinerante


Dessa vez, não fui longe

Nem precisei

Quando se sabe onde pisa

Nem Maringá te restringe!



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©2024 por Mariane Regina Salles Panek.

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