Números me odeiam
- Mariane Panek
- 27 de ago. de 2025
- 1 min de leitura
Complexa a tal numerologia
E até mesmo a matemática,
Pra mim sempre pareceu magia
E uma constante problemática.
Agora, mais do que nunca,
Dizem que tais números
Deveriam meu trabalho refletir
E na tela de um celular, surgir.
Mas, mais uma vez,
A conta não fecha,
E tamanha seja a insensatez
De quem diz ser meu problema.
Vivo sempre nesse dilema
Do que dizem ser "finanças",
Mas não é minha culpa
Se minhas complexas andanças
Não se refletem no tal dinheiro,
Esse que não é mais papel;
Hoje é apenas um número,
Mentiroso e infiel.
Eu trabalho todo tempo,
Muitas vezes noite afora;
Ouço o profundo lamento
E acolho a dor de quem chora.
Eu construo ferramenta,
Estou no local de quem labuta;
Escrevo textos para a luta
E a Psicologia me sustenta.
Se o trabalho cotidiano
E tudo o que eu fiz no último ano
Não se transforma em um número,
Então eu peço desculpas.
Hoje escolho trilhar minha jornada,
Não me prendo na soma exata,
Me liberto da exploração que mata. Já que a conta nunca fechou,
Não vou esperar parada.
Do suor nasce a esperança,
Da luta a poesia floresce;
Meu trabalho cria a mudança,
Pela revolução que cresce.





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