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Gaia que (r)existe

  • Foto do escritor: Mariane Panek
    Mariane Panek
  • 5 de jun. de 2023
  • 2 min de leitura

Atualizado: 23 de ago. de 2025

Na Mata Atlântica,

a esperança se realiza

No Cerrado,

a diversidade floresce

e materializa


a resistência

da Caatinga

que mesmo sob o sol que queima

como na Amazônia

a vida resiste, teima.


O Pampa se estende

a patrimônio cultural

Uma savana estépica e alagada,

formam o Pantanal.


Como pode, ó Brasil,

tanta riqueza em seu clima?

E tanta destruição,

comandada de cima?


O Pantanal,

é cenário de novela,

Já a fauna e flora do Cerrado,

ninguém se preocupa com ela?


O Pampa

serve de expressão

Estar “as pampa”

Significa estar tranquilão

A cara do Rio Grande do Sul.

Esse bioma que sofre

Por uma riqueza

que jamais se limitará

ao seu cofre.


A cada hectare destruído,

provocado pelo Agro

Na ignorância da exploração,

e no alívio de um trago

Do trabalhador que

executa mudo

O que representa seu fim,

não o “pop”, e nem o “tudo”.


O que a Mata Atlântica

então representa?

Repleta de vida e diversidade,

Mas restam apenas 12%

de sua originalidade.


Uma floresta absurda,

cheia de epífitas a se espalhar

Triste é constatar a devastação a sangrar

Depois que a boiada eles deixaram passar.


É de profunda melancolia,

notar que isso não foi erro,

A destruição é um projeto,

de quem, como um bezerro

mamou nas tetas de mãe Gaia

e pra fora vende sua riqueza

Verdadeiros traidores da pátria,

não merecem nem mesmo a tristeza.


O luto é composto pelo entristecer,

e nem por isso não é digno

Sentimentos são reais

aos traidores, nem isso designo.


A Amazônia se torna vítima,

mesmo sendo tão potente

Não por não saber lutar,

mas por confiar

no que vem pela frente.


Se engana quem acredita,

que mãe natureza não é experiente.


Os mesmos hormônios

pelos quais me crucificam

São afetados pela Lua,

e no fim me fortificam.


Sou filha da terra, da água e do ar

E da natureza,

juro, como filha, cuidar.


Muitas coisas diferenciam,

quem repete ser “a verdade”

De quem se conecta mesmo

bem longe do ego e vaidade.


Agro, é Tech, Pop, é tudo?

Em Espanhol,

o chamariam de boludo


Há quem resiste

em formato de savana,

Mas não se trata da africana,

To falando do Cerrado

Que suas terras, o Agro,

por ego tem devastado.


“Conectando a terra ao céu

de forma irrestrita”

Assim, a Vitória Régia

foi descrita


pelos povos originários,

Os originais da terra, ancestrais

que batiam cabeça

para os mananciais.


Eu sou herdeira

de quem acredita

que a “verdade”

não me será apenas dita


Eu sou filha do rio, do mar,

fujo do seu imaginário

Eu questiono é a mentira,

representada em um missionário.



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©2024 por Mariane Regina Salles Panek.

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