A primeira gargalhada Exu do Lodo é quem dá
- Mariane Panek
- 23 de ago. de 2024
- 1 min de leitura
Atualizado: 23 de ago. de 2025
Quando leio o que escrevo
Acesso uma parte da alma
Ela parece tão profunda
E nessa profundidade
Existe uma lama densa
E uma energia tensa
Não tem muita definição
Para nós, meros humanos
Encarnados para sofrer.
E eu não tenho como escrever
Julgamentos de valor
Sobre uma outra realidade
Ou mesmo dizer ser de dor
Quando ao viver nessa terra
Temos tudo, menos terra
Muito menos outros direitos
Esse ano muitos serão eleitos
Para entender que isso é inútil
A vida parte do lodo
E o lodo se forma de matéria
Podre, orgânica, mau cheirosa
Decomposição não é formosa
Está acontecendo agora
E acontece o tempo todo
Obrigada Exu do Lodo
Por me mostrar a beleza do caos
Do seu jeito, que aqui não combina,
E eu também não quero combinar
Prefiro ser barro, lama e sina
Uma parte da sua
forma de arte
Uma parte da rua
onde tudo começa.





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