Amor camarada
- Mariane Panek
- 20 de ago. de 2025
- 1 min de leitura
Atualizado: 21 de ago. de 2025
Aprendi a sentir ódio
E a dele me nutrir
Foi talvez a única defesa
Pra ninguém mais me ferir
Encontrei na razão da raiva
Um motivo de existir
E coloquei como objetivo
Encontrar a melhor forma
De através disso, agir.
Foi linda a trajetória
para onde ele me levou
encontrei maneiras de organizar
o ódio que sempre me guiou
Foi como se ele me levasse
até um altar, e lá me deixasse
agora pronta pra seguir livre
sem raiva, nem ódio
pelo menos não mais desorganizado
Aprendi a amar mulheres
Aprendi assim, a amar a mim
Aprendi a amar as relações
Aprendi a entender as suas dimensões
Foi nesse momento
Onde um sorriso genuíno
me chamou a atenção
E perante tanta dimensão
me convidou a um destino
O que eu não sabia
É que isso viria, novamente
Mas agora, de um menino
Tanta coisa aconteceu
Tantas vezes questionei
Quem agora, serei, eu?
Como artesanar, algo que parece
Impossível aceitar
Seria possível, realmente
Outra dimensão, criar?
A verdade é que não se enxerga
Todo o caminho
Enquanto se trilha ele
Mas veio desse camarada
Quase como uma charada
A amizade, o amor, a paixão
A certeza, a incerteza, e a confusão
Veio também, dessa mesma dimensão
Uma tamanha aceitação
De toda a contradição
Necessária ao momento presente
Envolvendo tanta gente
Plantando um bocado de semente
Atravessadas por um sexo quente
Trilhando um caminho diferente
Hoje apenas agradeço
Algumas vezes eu padeço
Mas, pela minha própria trajetória
Feliz por tanta memória
Onde sempre habitaremos
Espero que de toda essa história
Tenhamos escrito apenas
O primeiro capítulo
De um livro inteiro!





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