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Arau! Cá, ria

  • Foto do escritor: Mariane Panek
    Mariane Panek
  • 5 de jun. de 2023
  • 1 min de leitura

Atualizado: 23 de ago. de 2025

Arau! Cá, ria,

menina da Mata Atlântica, a felicidade irás encontrar.

Em teus pinhos melancólicos

no outono que está a chegar.


A menina da mata atlântica

muito sozinha se sente

Seu fruto é diferente


Suas irmãs florescem

na primavera

Mas é o outono

que ela espera


Arau,

forte e especial em seu ser,

guarda um segredo

que a faz florescer,

com grandiosidade ancestral,

ela se ergue.


Seu fruto espinhoso

pode receio trazer.

Mas, antes de se separar,

há uma transformação

a acontecer.


Antes dos pinhões

que aquecem e transformam,

Nos campos e florestas,

os festins se formam.


Do céu alto

precisam suavemente cair,

para revelar a identidade

que está a surgir.


Assim como um órgão

simples, porém profundo, Arau abriga em si

um tesouro fecundo,

Como uma glândula real,

atua como uma semente

em potencial,

exatamente, como a glândula pineal.


E então tocam solo e sombras,

com delicadeza e destreza, Libertam a identidade com sutileza.


Como um gracioso espetáculo

de crédito celeste,

Num ritmo alquímico.

É no Sul, não no norte, leste ou oeste.

Que encontro luz nas trevas,

Busco o brilho

e persisto.

É pela resistência

que existo.

Arau, cá, ria,

menina da Mata Atlântica,

Não se sinta só,

pois sozinha não estás.


Seja no outono,

verão ou inverno,

Sendo fruto ou glândula,

na primavera chegarás.

Independente de quando,

ou qual época do ano,

Você, com certeza, florescerá.




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©2024 por Mariane Regina Salles Panek.

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