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Cafuné

  • Foto do escritor: Mariane Panek
    Mariane Panek
  • 17 de set. de 2024
  • 1 min de leitura

Um certo dia

De afeto me perguntaram

Se referindo ao cafuné

Minha palavra preferida

De origem africana

Se refere ao carinho feito

Na cabeça de alguém

Em tom de lhe acolher


Quantas coisas me fazem

na alma um carinho

E retira de mim cada espinho

Que eu formei no processo da vida

Como se cicatrizasse

cada ferida

E em cima colocasse

Um soro de revolução


Não por ser idealizado

Na verdade, bem contrariado

Mostra a contradição

De tudo que cria a máscara

E me impede de uma vasta

E diversa forma de ser

Até mesmo de negar

O que pra mim não faz florescer


Ao entender a importância

Permito também ver

O desafeto

Se me acessa

E me afeta

É algo que devo respeitar

Mas só é possível ao parar

E não fisicamente


Mas compreender profundamente

O que precisa de uma lupa

Analisando cada disputa

Do ego contra o lado interno

Que não está localizado

no nosso espaço tempo

Mas forma quem você é

e voltando ao cafuné...


Talvez ele transcenda barreiras

E também as fronteiras

Já que está registrado

no mais íntimo da minha mente

Assim como a revolução permanente

Sendo parte do processo

Viajar no tempo na minha cabeça

Naquele exato momento do seu cafuné.


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©2024 por Mariane Regina Salles Panek.

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