Minha arte, meu espaço
- Mariane Panek
- 25 de ago. de 2025
- 1 min de leitura
O rizoma da vida é a coisa mais linda Essa coisa de separar nós, da natureza
Não nos permite ver com destreza
As conexões que a existência faz
Minha introdução à música
veio nos versos que me embalaram
Desde o alecrim dourado
aos acordes de Toquinho
a profundidade do reggae
e o rap que rimava
a vida da periferia
A porta de entrada foi o som
que me fez perceber
a palavra aplicada nos mundos
me permitindo viajar por segundos
Cada ritmo é fio da memória,
cada canto, resistência e história
E, para fugir um pouco da realidade
há performances nos bares vazios da cidade
Depois, as palavras
finalmente se mostraram
pelas rimas das poetas
e então aprendi a amar
o mundo que elas me ofertam
Acabei na Psicologia
onde as palavras não são músicas
Aqui, representam uma parte do cuidado
talvez bem institucionalizado
Cumprindo a função de reduzir os danos
produzidos pelo capitalismo de Estado.
Por isso, Psicologia é meu trabalho,
a Comunitária, minha resistência
Mas é mesmo nas palavras
minha arte, meu espaço
onde, como diz Mc Tha
eu calo o cansaço
e refaço o laço.





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