Para o amor que se foi [2]
- Mariane Panek
- 2 de jun. de 2025
- 1 min de leitura
Atualizado: 21 de ago. de 2025
Eu não fui ameaça, fui chama e abrigo
coração aberto, pedaço contigo
Fui verso que dança na beira do fim
e mesmo partida, te guardei em mim
Te dei meu silêncio, meu canto, meu chão
acendi esperança na escuridão
Você não sabia o quanto doeu
ser cais quando o barco já se perdeu
Te quis com verdade, fui fé, fui coragem
mas só recebi tua dor em miragem
Agora me afasto, não por castigo
mas porque é preciso voltar pra comigo
Se pareço fria, é só proteção
meu mundo implodiu em cada explosão
E eu sigo em ruínas tentando lembrar
como é amar sem ter que sangrar
Se um dia, no tempo, te vier saudade
lembra: o que tivemos foi de verdade
E mesmo que tudo pareça calar
o que foi sagrado ninguém vai roubar.





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