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Que tal um amor revolucionário?

  • Foto do escritor: Mariane Panek
    Mariane Panek
  • 20 de ago. de 2024
  • 1 min de leitura

São em tons de voz

Que memórias surgem

Memórias que nem são desta vida

Aparecem em cores

Com rosto de novos sabores

Sempre falando do "amor revolucionário"


Surpreende quando quer

E entende que o que diz é importante

É também um privilégio constante

Que você aproveita bem

Seja lá com quem

E disso eu também gosto


Não consigo e nem quero

Entender se eu espero

Que coisas coexistam

Sem verdadeiramente existirem

É uma prática da negação

Que me fez fugir até então


Hoje transformo a fuga em presença

Ou fujo com mais qualidade

Talvez seja coisa da nossa idade

Mas é minha única conhecida realidade

Ao invés de lutar contra isso

Busco viver o silêncio da sua presença


Um silêncio barulhento

Uma presença delicada e forte

Que parece não temer a morte

E usa suas sombras na arte

Deixando elas em toda parte

E também o amor revolucionário.



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©2024 por Mariane Regina Salles Panek.

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