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Ser uma socialista

  • Foto do escritor: Mariane Panek
    Mariane Panek
  • 23 de jul. de 2024
  • 1 min de leitura

Atualizado: 23 de jul. de 2024

Eita, quanta cobrança,

Sensação de que nada avança

Ao mesmo tempo que esse ano

Eu flutuei pelas linhas do tempo

Vendo a história acontecer

Olhando a rua encher

Eu até parei de beber

Quando senti que revolução, poderia ser


Parece mesmo loucura

Ter que explicar pra alguém

Porque defendo com tanta raiva

Centralidade ou concentração

Algo que para muitos é uma abstração

E para mim é a única realidade possível

De um mundo compatível

Com a natureza do ser

Talvez o resultado do padecer


Alguém pode desse jeito

E com tanto trejeito

Acreditar em um sonho?

Até quando eu digo, parece estranho

Quando a crise vem, é difícil confiar

Por isso precisa, na contradição, criar

A partir da democracia do povo, sua alternativa

Entender que sempre existe uma saída


Ela não está no agro

Muito menos no seu banco

Também não manipula os seus dados

E a cultura não é a do branco

Esse novo mundo deve abrir a possibilidade,

De ouvir dos oprimidos, a verdadeira realidade.

Dos que sofreram a escravidão,

Numa cultura invasora, de genocídio e opressão.


Os revolucionários surgem dessa dor e luta

Nunca deixou de existir essa disputa,

E dos povos originários virá muito direcionamento

Será da classe trabalhadora esse momento

Aqui no Brasil e em todo o mundo

Haverá uma revolução a cada segundo

Estourando em todos os lugares

E eu quero estar em cada um deles.




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©2024 por Mariane Regina Salles Panek.

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