Tecer a própria liberdade
- Mariane Panek
- 20 de mai. de 2025
- 1 min de leitura
Tecer a própria liberdade tem um preço.
Às vezes, é guerra,
às vezes, é beijo no avesso.
As consequências...
podem ser gemidos contidos,
ou tua mão firme,
rasgando o silêncio
que mora na minha pele.
Teu toque não promete abrigo,
mas deixo que siga comigo.
Não te pedi carinho,
não quis de mansinho.
A beleza, às vezes, consiste
na força que resiste,
no desejo que esperou.
Sei que te neguei o pouso,
mas, na primeira tentativa,
e sem nenhuma esquiva,
você me levou ao gozo.
A libido que pulsa,
molha o tempo,
e o espaço somos nós
corpos que se encontram
como se a liberdade
morasse entre minhas pernas.
E você a despertou.
20/05/2025





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